Alzheimer Político: Quando o Poder Apaga a Memória e a Coerência
Sabe aquele político que prometeu mundo e fundos, mas que já esteve com a faixa no peito ou a cadeira bem aquecida, não lembra de nada? Pois é... talvez esteja sofrendo de uma doença muito peculiar e altamente contagiosa: o Alzheimer Político.
Essa condição, felizmente fictícia, ataca exclusivamente vários políticos no Brasil. Os sintomas são clássicos:
Perda súbita de memória eleitoral – Esquece o nome do bairro que jurou pavimentar, do hospital que prometeu reabrir e da escola que disse modernizar. Às vezes, esquece até que teve voto.
Incoerência crônica – Era ferrenhos opositores, mas agora andam abraçados. Era tido como da base popular, agora só atende empresários em salas com ar-condicionado e café importado.
Confusão discursiva aguda – Não sabe mais se está em Brasília, na cidade ou no mundo da lua. Troca PEC por PIX, confunde emenda com emenda de lençol e adora uma carona e postar selfie em obra alheia.
"O Cofre da Memória Esquecida"
Curioso é que o Alzheimer Político é altamente seletivo. A memória falha para os compromissos com o povo, mas funciona perfeitamente quando o assunto é loteamento de cargos, verbas de gabinete e viagens oficiais. Para isso, a mente continua afiada como navalha.
Talvez o maior agravante dessa doença seja sua resistência a tratamento. Não há remédio que cure. Nem CPI, nem protesto, nem vaia. A única esperança é a vacina popular: o voto consciente, aplicado em doses altas de informação e cobrança.
Enquanto isso, seguimos assistindo ao espetáculo da política nacional, estadual e local como quem vê uma peça mal ensaiada. O problema é que o ingresso foi caro — e quem paga é sempre o contribuinte.
Portanto, atenção: na próxima campanha, desconfie de políticos que prometem muito e anotam pouco, principalmente daqueles que gostam de requentam uma promessa. Quem não registra compromisso, costuma esquecer com facilidade. E se alguém disser que “não se lembra”, responda com firmeza: nós lembramos. E temos memória de elefante.


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